Emicida e Fióti, irmãos e sócios na Lab Fantasma, encerraram a parceria profissional após mais de 15 anos. O rompimento veio à tona junto a uma disputa judicial, na qual Emicida acusa Fióti de transferir R$ 6 milhões da empresa sem autorização.
Em meio as acusações, Fióti usou as redes sociais para se posicionar. Através de um comunicado oficial publicado em sua conta no Instagram, ele alega que os valores foram retirados como adiantamento de lucros e que todas as movimentações seguiram os procedimentos financeiros acordados entre os dois.
O processo também aponta que, até 2024, os irmãos tinham participação igualitária na Lab, mas uma mudança alterou as cotas para 90% de Emicida e 10% de Fióti. O empresário afirma que foi retirado da sociedade de forma indevida e entrou na Justiça para contestar a divisão.
“Quem caminha comigo há mais de 18 anos à frente de projetos e equipes sabe da minha ética, transparência e honestidade — valores que trago de casa e que jamais trairei. É muito triste ver exposta a situação contratual e jurídica do grupo empresarial que fundei ao lado do meu irmão há 16 anos, assim como as complexas implicações familiares envolvidas. Apesar das divergências, sigo buscando resolver essa situação da forma mais respeitosa e justa possível, como sempre fiz,” disse Fióti na legenda da publicação.
A defesa de Emicida, por sua vez, sustenta que houve irregularidades na gestão da empresa e que as transferências foram feitas sem consentimento. O caso segue em andamento na Justiça, e Emicida optou por não se pronunciar por se tratar de um processo com partes sob segredo judicial.
No último sábado (29), o rapper anunciou oficialmente que seu irmão não representa mais sua carreira artística. No mesmo dia, Fióti declarou estar iniciando uma nova fase em sua trajetória.