Funkeiros MC Ryan SP e Poze do Rodo são presos em operação da PF

Publicada em: 15/04/2026 12:58 -

 

Os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo foram presos, na manhã desta quarta-feira, 15, numa operação da Polícia Federal que investiga um esquema de mais de R$ 1,6 bilhão de lavagem de dinheiro e transações ilícitas.

A Operação Narco Fluxo tem o objetivo de desarticular associação criminosa voltada à movimentação ilícita de dinheiro e criptoativos no Brasil e no exterior. Segundo a TV Globo, os valores teriam sido movimentados em menos de 24 meses.

Quem são os presos?

Ao todo, são cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), nas cidades da capital paulista, em Santos, Guarujá, Praia Grande, São Bernardo do Campo e Campinas, entre outros no estado; além de municípios do Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Entre os presos, está MC Ryan SP, que foi capturado em um apartamento na Riviera de São Lourenço, bairro de luxo localizado em Bertioga, no litoral de São Paulo, durante uma festa.

Natural de São Paulo, o cantor tem 25 anos e acumula mais de 15 milhões de seguidores no Instagram. O artista ganhou notoriedade nacional por sucessos como Revoada Sem Você, Favela e Vergonha Pra Mídia.

Amigo de Neymar JR., o funkeiro é envolvido em polêmicas como uma acusação de agressão à esposa, Giovanna Roque, em 2024, além da detenção por "dano, dirigir sem permissão ou habilitação e perigo para a vida ou saúde de outrem”, em 2025.

Já Poze do Rodo foi preso em sua casa, que fica em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Conhecido pelo hit Tô Voando Alto, ela também acumula investigações criminais.

Em 2019, ele foi acusado de envolvimento com o tráfico de drogas. Em novembro de 2024, ele e ex-esposa, Vivi Noronha, também foi alvo da Operação Rifa Limpa, da PCERJ, contra sorteios ilegais divulgados nas redes sociais. A força-tarefa realizada pela Delegacia de Defraudações investigava crimes de jogo de azar, associação criminosa e lavagem de capitais.

Em maio de 2025, Poze foi preso temporariamente por suspeita de apologia ao crime e por envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho (CV). O cantor de funk nega as acusações.

 

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