Lendária banda se apresentou no último domingo (5) no Qualistage, na Barra da Tijuca, com abertura dos grupos Jayler e Dirty Honey O post Lynyrd Skynyrd faz show histórico no Rio de Janeiro entre legado e devoção apareceu primeiro em TMDQA!.
Após mais de cinco décadas de carreira, e uma longa espera dos fãs brasileiros, o Lynyrd Skynyrd finalmente subiu ao palco no Rio de Janeiro no último domingo (5). O aguardado show aconteceu no Qualistage, na Barra da Tijuca, e o que se viu foi muito mais que um espetáculo, marcando um encontro geracional carregado de simbolismo e nostalgia.
O clima era especial já nos arredores do shopping onde a performance foi realizada. A casa estava lotada, reunindo desde fãs que acompanharam a banda nas décadas de 1970 e 80 até jovens que herdaram a paixão de familiares. O ambiente lembrava um grande encontro de estrada, com camisetas clássicas e uma atmosfera quase ritualística em torno da banda.
Ao circular, mais cedo, pela área onde aconteceria o show, havia uma sensação coletiva de que aquele momento era aguardado há décadas, e isso se refletiu na entrega do público, que cantou praticamente todas as músicas.
ntes do Lynyrd Skynyrd subir ao palco, o público pôde conferir as performances competentes das bandas Jayler e Dirty Honey, que também se apresentaram com a atração orincipal no Monsters of Rock 2026, realizado no dia anterior no Allianz Parque, em São Paulo.
Depois, o show do Skynyrd seguiu o formato de greatest hits, com uma sequência poderosa logo no início, após a exibição de um vídeo no fundo do palco que conta a um pouco da longa trajetória do grupo, marcada também por muitas mortes.
Para abrir o repertório, Johnny Van Zant, irmão do saudoso Ronnie Van Zant, vocalista original que morreu no trágico acidente de avião em 1977, cantou o hino "Workin' for MCA", seguido por "What's Your Name" e "That Smell". O grande destaque técnico foi o tradicional ataque de três guitarras, marca registrada do Lynyrd Skynyrd.
No palco, sete músicos executaram um show extremamente ensaiado, mas sem perder a energia orgânica do Rock sulista, combinando riffs, solos entrelaçados e bases sólidas que preencheram o espaço com intensidade. Canções como "Gimme Three Steps", "Saturday Night Special" e "Tuesday's Gone" evidenciaram a riqueza sonora, que também contava com duasbacking vocals na lateral direita do palco.
Se a técnica impressionou, foi a emoção que definiu a noite. Um dos momentos mais marcantes da noite veio com a homenagem ao guitarrista Gary Rossington, falecido em 2023, e aos membros históricos da banda, incluindo as vítimas do já citado acidente aéreo no final dos anos 1970.
Durante "Simple Man", o público iluminou o espaço com celulares, transformando o local em um mar de luzes e vozes em uníssono. O Lynyrd Skynyrd, vale destacar, hoje funciona quase como uma entidade histórica, sendo um símbolo vivo do Rock clássico. Na reta final, a banda tocou o clássico "Sweet Home Alabama", se despedindo da plateia com muita reverência e empolgação.
